Muita coisa aconteceu na web nestes últimos dias! Empresas se movimentando no cenário online, tendências ditadas por novas pesquisas, e até repressão na internet, resultando em prisões e ataques sem precedentes. Até a Luiza, que estava no Canadá, entrou nessa. Pois é, esse é o ritmo da rede, onde tudo muda muito rápido e ao mesmo tempo. Mas, como você sabe, a Sawi não fala apenas de presença na internet, mas também de estratégia, e, por isso, o “Sawi Feed” vem para fazer uma análise dos acontecimentos mais relevantes.

E uma prova de que é necessário ter presença estratégica na internet foi o pedido de concordata da centenária Kodak. A marca, sinônimo de fotografia durante muito tempo, não conseguiu obter capital para se recuperar, consequência da chegada inevitável da era digital, que aboliu o uso de filmes fotográficos, produto responsável pela maior parte de seu caixa. A empresa até tentou mudar seu negócio para o digital, mas não deu certo.

Ora, será tão difícil assim se adaptar à convergência digital pela qual estamos passando? De acordo com 252 formadores de opinião na web, sim, a coisa não é tão fácil assim. Foi isso que apontou a pesquisa YouPix Tank, feita pela SixPix Content com esse pessoal influenciador presente nas mídias sociais que conquistam cerca de 1,5 milhão de acessos/mês. Mais de 80% desses entrevistados pensam que as marcas não entendem as redes sociais, apesar de mais de 90% acreditarem que essa mídia é um ambiente propício para as organizações.

Porém, apenas 0,5% deles concordam que a rede social é lugar para vendas, enquanto mais de 64% afirmam ser para relacionamentos. Será? Se olharmos para o caso do edifício Boulevard Saint Germain podemos até concordar, pois, após veicular o comercial com a Luiza, que estava no Canadá, o qual custou aproximadamente R$ 15 mil, a empresa espera vender mais de R$ 50 milhões. O assunto foi amplamente comentado nas mídias sociais e se espalhou por várias outras mídias, como TV e revista.

Um “por acaso” que deu certo, mas, também temos exemplos de fatos não esperados, como o caso do comercial do Itaú, que mostra um bebê se divertindo enquanto rasga um papel, a fim de incentivar a sustentabilidade para trocar a fatura impressa pela eletrônica. Embora muito meigo, o comentário que rolou na web foi sobre a aparente folha de maconha desenhada na almofada por trás da criança, além de que o banco usou um vídeo que já circulava na rede há algum tempo. Seria isso aproveitar uma oportunidade ou falta de criatividade?

Diante de tudo isso, o que mais chamou atenção foram os protestos contra a SOPA, a lei que promete banir todo conteúdo não autorizado da internet. Já comentado por nós aqui no blog anteriormente (veja aqui), o projeto teve sua votação adiada nos EUA nesta terça-feira (24/01) após os ataques do grupo “Anonymous” a sites de grandes corporações, como o FBI. Os manifestantes agiram depois do CEO do Megaupload e seus funcionários serem presos. Como seria pensar numa internet no controle das mãos de apenas uma nação, sem conteúdo livre?

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Imagem retirada de Wikipedia.org

E, em meio a tudo isso, surge a pergunta: e a minha marca, onde ela se encaixa nesse turbilhão todo? É preciso analisar esse movimento de maneira cuidadosa, perceber que o meio online é um espaço de interação, onde as coisas mais simples se disseminam com facilidade, como se estivéssemos em uma conversa entre amigos. Há os que podem achar que já fomos mais inteligentes quando assuntos como o da Luiza repercutem de tal maneira, assim como disse o jornalista Carlos Nascimento, porém, relacionar-se é uma característica própria desse espaço.

E, quando falamos em relacionamentos, comportamento ideal é tudo! O edifício Boulevard soube aproveitar o buzz que gerou, enquanto o Itaú não previu a perspicácia do público. Ao passo que a Kodak não conseguiu se adaptar, provando não ser esse um espaço para os que não sabem “jogar”. Assim, os 80% da amostra da pesquisa YouPix Tank parecem saber do que estão falando.

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